
No Atelier, o que é personalizado não é a roupa. É a experiência.
Há nomes que escolhemos antes de sabermos tudo aquilo que um dia irão significar.
Atelier Le Chic foi, de certa forma, assim.
A palavra Atelier pode levar imediatamente a uma ideia muito concreta: um lugar onde se desenha, confeciona ou transforma roupa, muitas vezes por medida.
Não é isso que fazemos.
No Atelier Le Chic não confecionamos roupa nem trabalhamos com peças feitas por medida. Reunimos diferentes marcas através de uma curadoria própria e escolhemos aquilo que queremos apresentar às mulheres que nos procuram.
Então, por que Atelier?
Talvez porque, desde muito cedo, percebemos que aquilo que queríamos tornar pessoal nunca foi necessariamente a peça.
Era tudo o que acontecia à volta dela.
A forma como era escolhida.
A maneira como era apresentada.
O tempo dedicado a perceber uma dúvida.
Uma medida tirada especialmente para alguém.
Um vídeo gravado para mostrar um tecido mais de perto.
Uma conversa diante do espelho.
Um conselho sincero.
Ou até a liberdade de dizer que, talvez, aquela não seja a peça certa.
Foi assim que a palavra Atelier começou a ganhar um significado muito próprio para nós.
No Atelier, o que é personalizado não é a roupa. É a experiência.
Antes de existir uma loja física, já existia o Atelier
A nossa forma de atender não nasceu quando abrimos as portas do espaço físico em Braga.
Ela começou muito antes, quando a nossa relação com as clientes acontecia essencialmente online.
E talvez tenha sido justamente a distância que nos ensinou o valor da proximidade.
Quando alguém compra roupa através de um ecrã, há coisas que uma fotografia e uma descrição nunca conseguem responder completamente.
Como é realmente aquele tecido?
Tem elasticidade?
É leve ou mais estruturado?
Qual é a medida exata?
Como cai no corpo?
Como se movimenta?
Será que aquele tamanho é mesmo o mais indicado?
Por isso, começámos naturalmente a fazer mais.
Tirámos medidas. Gravámos vídeos. Mostrámos detalhes. Experimentámos peças. Explicámos modelagens. Conversámos por mensagem. Fizemos videochamadas quando isso podia ajudar uma cliente a decidir com mais segurança.
E algumas clientes regressaram.
Depois regressaram novamente.
Com o tempo, deixámos de conhecer apenas uma encomenda e começámos a conhecer também um pouco da pessoa que estava do outro lado.
Os seus gostos.
Aquilo que normalmente procurava.
As cores de que gostava.
As modelagens em que se sentia melhor.
E percebemos uma coisa importante: a proximidade não depende necessariamente da distância física. Depende da forma como escolhemos estar presentes.
Quando, mais tarde, sentimos necessidade de criar um espaço físico, não estávamos a começar essa experiência do zero.
Estávamos a dar uma casa a uma maneira de atender que já vinha sendo construída.
Esse percurso faz parte da nossa história e contamos mais sobre ele em “A História do Atelier Le Chic: da loja online ao nosso espaço em Braga”.
Leia também nas Notas do Atelier:
A história do Atelier Le Chic: da loja online ao nosso espaço em Braga
A experiência começa antes de a cliente chegar
Existe, no entanto, uma parte dessa experiência que acontece muito antes do atendimento.
Antes de uma peça aparecer no site.
Antes de ser fotografada.
Antes de chegar ao charriot.
Antes mesmo de uma cliente saber que ela existe.
Há uma escolha.
A Manu participa diretamente na curadoria das peças do Atelier.
Ela desloca-se aos nossos fornecedores, conhece as coleções, conversa com as marcas, observa modelagens, cores e acabamentos.
E toca.
Esse gesto é importante para nós.
A Manu toca nas peças. Sente-as.
Sente o peso de uma malha nas mãos.
A fluidez de um tecido.
A textura de uma camisola.
A estrutura de umas calças.
Observa como uma peça foi acabada, como se comporta, aquilo que transmite quando deixa de ser apenas uma fotografia num catálogo e passa a estar diante dela.
Porque há coisas que uma imagem consegue mostrar muito bem.
E há outras que só o toque revela.
Às vezes, uma peça que parecia extraordinária numa fotografia deixa de fazer sentido quando a temos nas mãos.
Outras vezes acontece exatamente o contrário: é quando tocamos, sentimos e vemos de perto que percebemos aquilo que a fotografia não conseguiu contar.
Naturalmente, nem todas as marcas com quem conversamos passam a fazer parte do Atelier. E nem todas as peças de uma coleção entram na nossa seleção.
Curadoria também é isso.
Escolher implica deixar algumas coisas de fora.
Mas essa escolha não é simplesmente um reflexo do gosto pessoal da Manu.
À medida que o Atelier cresce, a curadoria também aprende com as mulheres que passam por aqui.
Com aquilo que procuram.
Com os tamanhos de que precisam.
Com as modelagens de que gostam.
Com aquilo que experimentam.
Com aquilo que pedem.
E até com aquilo que não encontram.
A Manu pode escolher uma peça que não usaria pessoalmente e, ainda assim, perceber perfeitamente a mulher para quem aquela peça poderá fazer sentido.
Porque uma boa curadoria não deveria construir um guarda-roupa para uma única mulher.
Deveria criar possibilidades para muitas mulheres diferentes.
Por isso, quando uma entrega finalmente chega ao Atelier, aquelas peças já têm uma história connosco.
Já foram vistas.
Já foram tocadas.
Já foram sentidas.
Já foram pensadas.
A experiência de quem compra começa, de certa forma, antes mesmo de essa pessoa saber que a peça existe.
E esta é apenas uma parte do processo. Em “Como funciona a curadoria do Atelier Le Chic”, contamos com mais detalhe como fazemos essas escolhas e o que procuramos quando decidimos que uma peça ou uma marca deve fazer parte do Atelier.
Leia também nas Notas do Atelier:
Curadoria de moda: como escolhemos cada peça do Atelier Le Chic
Depois da escolha, vem a pessoa
Uma peça pode ser bonita.
Pode ter um tecido maravilhoso, uma cor especial e uma modelagem interessante.
Mas, quando alguém a veste, começa outra história.
Porque duas mulheres podem experimentar exatamente a mesma roupa e sentir coisas completamente diferentes.
É por isso que não gostamos de começar um atendimento com uma ideia pronta sobre aquilo que uma mulher deveria vestir.
Podemos conhecer proporções, tecidos, cores, modelagens e combinações.
Podemos perceber que uma determinada peça tem características que poderão favorecer uma cliente.
Podemos apresentar uma tendência, sugerir uma combinação diferente ou mostrar uma cor que ela talvez nunca tivesse pensado experimentar.
Mas primeiro precisamos ouvir.
Há mulheres que adoram peças amplas e fluidas.
Outras gostam de sentir a roupa mais próxima do corpo.
Há quem adore estampas, quem procure cor e quem se sinta verdadeiramente bem numa paleta muito mais discreta.
Há quem queira experimentar tudo o que acabou de chegar.
E há quem saiba perfeitamente aquilo de que gosta e não queira mudar.
Nenhuma delas precisa de caber numa ideia pré-definida de como uma mulher deve vestir-se.
Para nós, o conhecimento de moda deve ajudar a encontrar possibilidades, e não criar novas limitações.
A tendência pode entrar na vida de uma mulher. Não é a mulher que precisa de entrar à força numa tendência.
É aí que entram também a nossa curadoria e o aconselhamento: para aproximar aquilo que existe no Atelier daquilo que faz sentido para quem está diante de nós.
E, acima de tudo, daquilo que a faz sentir-se bem.
Personalizar também é saber quando não vender
Talvez uma das formas mais importantes de explicar o nosso atendimento seja justamente aquela que parece menos comercial.
Às vezes, aconselhar significa dizer:
“Eu não levaria esta.”
Pode ser porque o caimento não resultou como esperávamos.
Porque existe outra modelagem que funciona melhor.
Porque percebemos que a cliente está desconfortável.
Ou simplesmente porque ela se olha ao espelho e aquele entusiasmo que deveria aparecer... não aparece.
Somos uma loja.
Naturalmente, queremos vender. É através das vendas que o Atelier existe, cresce e continua a fazer aquilo em que acredita.
Mas existe uma diferença entre querer vender e querer vender a qualquer custo.
Se uma cliente leva uma peça de que não gosta verdadeiramente, podemos ter conseguido uma venda naquele dia.
Mas talvez tenhamos perdido algo muito mais importante.
A confiança.
Preferimos que uma mulher saia sem determinada peça e saiba que recebeu uma opinião sincera.
Porque queremos que volte.
Não apenas para comprar.
Mas porque sabe que aqui pode perguntar.
Experimentar.
Ouvir uma opinião.
Discordar dela.
E continuar a sentir-se confortável.
Para nós, existe uma diferença entre vender uma peça e acompanhar uma escolha.
É nessa segunda experiência que queremos estar.
Quando o online ganhou uma casa
Quando chegou o momento de criar o espaço físico do Atelier Le Chic, quisemos que ele traduzisse essa mesma forma de pensar.
Não queríamos simplesmente colocar roupa dentro de quatro paredes.
Queríamos que o próprio espaço ajudasse a criar proximidade.
E havia um elemento impossível de ignorar.
Bem no centro da loja existe uma coluna estrutural.
Ela fazia parte do espaço.
Não podia simplesmente desaparecer.
Poderíamos ter tentado escondê-la, disfarçá-la ou tratá-la como um problema que o projeto precisava de resolver.
Preferimos fazer o contrário.
Integrámo-la.
O desenho do Atelier foi pensado para que aquela coluna fizesse parte naturalmente do espaço, em diálogo com tudo aquilo que foi construído à sua volta.
E, com o tempo, percebemos que essa escolha dizia muito mais sobre nós do que imaginávamos.
Porque também não queremos receber uma mulher e tentar esconder, corrigir ou transformar tudo aquilo que não corresponde a um modelo previamente definido.
Queremos partir daquilo que existe.
Da pessoa que está diante de nós.
Do seu gosto.
Da sua rotina.
Do seu corpo.
Da maneira como gosta de se ver.
Daquilo que a faz sentir-se bem.
Depois podemos acrescentar.
Uma tendência.
Uma combinação inesperada.
Uma cor diferente.
Uma textura.
Uma nova modelagem.
Mas sempre procurando integrar essas possibilidades naquilo que ela já é.
Não queremos adaptar a mulher à moda. Queremos ajudar a moda a encontrar um lugar na vida dela.
Talvez seja essa mesma ideia de integração que começou na arquitetura e acabou por se tornar tão natural na forma como vivemos o Atelier.
Um espaço com menos barreiras
Há outra decisão do espaço que nasceu dessa filosofia.
No Atelier não existe um grande balcão tradicional a separar quem atende de quem chega.
O pagamento acontece, naturalmente, mas é feito de forma discreta através de um pequeno tablet.
Não queríamos que o elemento central da nossa loja fosse o lugar onde acontece a transação.
Queríamos que fossem as pessoas.
Queríamos poder circular.
Ir juntas até ao charriot.
Entrar e sair dos provadores.
Procurar outra peça.
Sentar.
Conversar.
Tomar um café.
Às vezes, uma cliente entra para experimentar uma roupa e acaba por ficar connosco durante mais de uma hora.
Falamos de roupa.
Experimentamos.
Voltamos atrás.
Mudamos uma combinação.
E, muitas vezes, a conversa acaba por ir muito além da moda.
É algo que dificilmente caberia num processo desenhado apenas para levar alguém da entrada até ao pagamento da forma mais rápida possível.
E é aqui que o nosso conceito se distancia também da lógica do fast fashion.
Proximidade em vez de escala
O fast fashion responde a uma lógica de grande escala.
E isso exige uma experiência igualmente pensada para a escala: muitas pessoas, muitas peças, elevada rotação, autonomia e processos que precisam de funcionar de forma semelhante milhares de vezes.
Não significa que exista uma única forma correta de comprar roupa.
Há dias em que alguém quer entrar numa loja, encontrar rapidamente aquilo de que precisa, pagar e continuar o seu dia.
E está tudo bem.
Mas não foi esse o modelo que escolhemos construir.
Num modelo pensado para a escala, a experiência precisa de ser repetível. No Atelier, queremos que ela possa ser pessoal.
Aqui, existe a possibilidade de parar.
De experimentar outra vez.
De conversar.
De pedir uma opinião.
De tomar um café.
De sair sem comprar.
E também de entrar, escolher rapidamente aquilo que já sabe que quer e seguir o seu dia.
Porque atendimento personalizado não significa impor proximidade.
Significa perceber de quanta proximidade aquela pessoa precisa.
Uma loja pode ser bonita.
Pode ter uma iluminação cuidada, um aroma agradável, música e uma decoração pensada ao detalhe.
Tudo isso importa.
Mas existe uma parte da experiência que não conseguimos comprar, decorar ou perfumar.
A relação.
É através dela que alguém deixa de ser simplesmente a próxima pessoa a chegar ao pagamento.
Passa a ser uma mulher cujo gosto começamos a conhecer.
Alguém de quem talvez nos lembremos quando chega uma determinada peça.
Alguém que sabe que pode pedir uma opinião e que a resposta não precisa de terminar necessariamente numa venda.
Essa relação exige uma coisa que se tornou particularmente preciosa num mundo de velocidade:
tempo.
E talvez oferecer tempo também seja uma forma de cuidado.
Uma loja conceito no centro de Braga
É por tudo isso que gostamos de pensar no nosso espaço de Braga como uma loja conceito.
Não apenas porque existe um projeto de interiores ou uma identidade visual.
O conceito não está somente naquilo que se vê.
Está, sobretudo, naquilo que acontece aqui dentro.
Está numa curadoria que começa antes de as peças chegarem.
Está no toque.
Na escolha.
Na integração do próprio espaço.
Na ausência de barreiras desnecessárias.
No aconselhamento.
Na conversa.
No café.
No tempo.
E na liberdade de uma mulher continuar a ser ela própria quando entra.
Podemos mostrar-lhe aquilo que acabou de chegar.
Podemos apresentar uma tendência.
Podemos convidá-la a experimentar algo que nunca pensou vestir.
Mas o objetivo não é transformá-la noutra pessoa.
É ajudá-la a encontrar possibilidades dentro da moda que conversem com a sua identidade e, principalmente, com o seu bem-estar ao vestir.
A moda pode acrescentar.
Pode surpreender.
Pode despertar curiosidade.
Pode fazer-nos experimentar algo novo.
Mas não deveria exigir que deixássemos de ser quem somos para conseguirmos pertencer-lhe.
É este o conceito que estamos a construir em Braga.
E é também este conceito que gostaríamos, um dia, de poder levar mais longe.
E o Atelier continua para lá da porta
Ter hoje uma loja física não apagou aquilo que aprendemos quando éramos exclusivamente online.
A cliente que está longe continua a fazer parte do Atelier.
Podemos tirar uma medida.
Mostrar uma peça através de um vídeo.
Aproximar a câmara para que se perceba melhor uma textura.
Explicar se o tecido é mais leve, mais fluido ou mais estruturado.
Experimentar uma peça para mostrar o caimento.
Conversar sobre tamanho.
Fazer uma videochamada.
Um ecrã nunca será exatamente igual a estar diante do espelho num dos nossos provadores.
Mas aprendemos há muito tempo que distância não precisa de significar ausência.
Se existe alguém do outro lado disposto a ouvir, conhecer e ajudar, ainda existe proximidade.
E talvez seja justamente por termos começado online que hoje valorizamos tanto aquilo que acontece quando finalmente podemos estar frente a frente.
Afinal, por que Atelier?
Hoje conseguimos responder a essa pergunta de uma forma muito mais completa.
Atelier, para nós, é um lugar de atenção.
Atenção àquilo que escolhemos trazer.
Atenção ao toque de um tecido.
Atenção a quem entra.
Atenção ao que uma cliente procura — e também ao que ela não procura.
É viajar para conhecer uma coleção antes de ela chegar até nós.
É tocar numa peça antes de decidir que queremos apresentá-la.
É lembrar-nos de uma cliente quando vemos algo que parece ter sido pensado para ela.
É olhar para outra e dizer, com toda a sinceridade, que talvez aquela não seja a melhor escolha.
É mostrar um vestido através de uma videochamada a alguém que está longe.
É sentarmo-nos para tomar um café com alguém que entrou para experimentar uma camisola.
É receber uma pessoa que apenas quer conhecer e deixá-la perfeitamente confortável para sair sem comprar.
É perceber que duas mulheres podem vestir exatamente a mesma peça e fazer escolhas completamente diferentes.
E que nenhuma delas precisa de estar errada.
Não fazemos roupa por medida.
Mas procuramos criar uma experiência que tenha em conta a medida de cada pessoa.
As peças que chegam ao Atelier foram imaginadas e criadas pelas marcas que escolhemos representar.
O nosso trabalho começa noutro lugar.
No espaço que existe entre aquela peça e a mulher que um dia poderá levá-la consigo.
Na escolha.
No toque.
Na escuta.
No aconselhamento.
No tempo.
Na confiança.
Na relação.
Foi nesse espaço que, ao longo da nossa própria história, encontrámos o verdadeiro significado do nosso nome.
Atelier Le Chic.
Porque aqui, o que é personalizado não é a roupa.
É a experiência.

Este site está protegido pela Política de privacidade da hCaptcha e da hCaptcha e aplicam-se os Termos de serviço das mesmas.